POR QUE PIRANHAS FORMAM CARDUMES E HUMANOS PROTESTAM EM GRUPOS ?

Erik L. Jennings Simões

 

peixes            Um dos recursos mais eficientes da natureza para garantir a sobrevivência de uma determinada espécie é a formação de bandos ou grupos. A chance de um membro de uma determinada espécie sobreviver ao ataque de um predador é maior se este estiver agrupado.

Mesmo animais dotados de agressividade e eficiência de ataque formam cardumes (grupos), como é o caso das piranhas. A primeira finalidade é de se defender de predadores, e não de atacar como era de se imaginar.

No cardume de piranhas, os peixes em idade reprodutiva se localizam no centro e os mais jovens na periferia. Caso ocorra um ataque de seus predadores, as piranhas mais jovens (ainda fora da idade reprodutiva) são atacadas, sobrando os exemplares prontos para reproduzir e garantir a sobrevivência do grupo. A formação de cardumes, no final das contas, é mais uma estratégia de sobrevivência do que de ataque.

Humanos também reagem da mesma forma. Quando se sentem ameaçados formam grupos. Os grupamentos humanos garantiram a sobrevivência desta espécie e  até os dias de hoje trazem gravado em seus cérebros esse recurso. Muitas de nossas atitudes como seres humanos são instintivas e ainda remanescentes das ameaças do ambiente e de nossos predadores.

Protestar em grupos, em multidão primeiramente é uma forma de defesa. Secundariamente se torna uma boa estratégia de ataque e de luta por  seus direitos.  É muito mais seguro e confortável protestar em um grupo de 10 mil do que em um grupo de dez indivíduos.

Dentro desta teoria, os protestos no Brasil iniciados em junho passado, e que possivelmente continuarão neste ano de copa do mundo, podem ter uma leitura diferente. As multidões nas ruas podem ser uma prova evolucionária em nossas mentes que nosso sistema político não é tão democrático como imaginamos. Pelo tamanho dos grupamentos podemos supor que ainda existe um grande medo da tirania politiqueira e que grupos pequenos de dez, vinte ou trinta indivíduos podem sofrer retaliações predatórias fatais, como perda do emprego, difamação midiática e outras formas contemporâneas de ataques. Políticos de todas as bandeiras partidárias defendem que os movimentos de junho foram uma demonstração de democracia. Porém, um outro olhar pode também sugerir que quanto menos democrático um sistema político, maior a multidão.

Posteriormente, os protestos iniciados ano passado tiveram um poder de atacar vários pontos errados na república, porém foi a forma mais eficiente para garantir a proteção de empresários, profissionais liberais e trabalhadores que participaram dos movimentos. Como um cardume de piranhas, os protestos se formaram com uma multidão de jovens Brasileiros nas margens das ruas, mas no meio do grupo toda uma classe produtiva responsável pela sobrevivência deste País.

 

 

Leituras recomendadas:

 

António R. Damásio. E o cérebro criou o homem. Traducão Laura Teixeira Motta. São Paulo, Companhia das Letras, 2011.

 

Helder Queiroz e Anne E. Magurran. Safety in numbers? Shoaling behaviour of the Amazonian red-bellied piranha. Biol. Lett. (2005) 1, 155–157

Arte da Gravura: J. SILVA

 

 

 

 

 

 

 

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MINHA CASA MINHA VIDA

IMG_0697O projeto Minha Casa Minha Vida de Santarém é atualmente uma ameaça ao equilibrio ambiental do rio Tapajós e lago do Juá. Iniciado sem plano de drenagem e sanitário, o atual Secretario de Meio Ambiente de Santarém, Podalyro Neto, já havia cobrado e notificado a empresa para ajustar e corrigir erros no projeto. As ações recomendadas pelo Secretário não foram corrigidas a tempo do início das chuvas, e uma grande enxurrada vinda do conjunto to está indo tudo para o rio.

Mais uma grande obra iniciada sem estudos sérios dos impactos causados a natureza causando danos ao meio ambiente.

Foto: Erik

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B/M FOGUETE

Erik L. Jennings Simões

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Pessoas, lugares, música e construções se tornam inesquecíveis, quando fazem parte de nossa infância. Algumas parecem até compor um pouco do que  somos depois de “crescidos”. Para mim e meus amigos de infância nascidos na rua do imperador, na prainha, o barco a motor(B/M) Foguete é mais do que um elo- ainda vivo- entre o presente e o passado.

Quando o Foguete chegava ou saia rumo ao Tapará, todos sabíamos. Na chegada, se ouvia o ruído dos porcos amarrados nas quatro patas, galinhas dentro de paneiros, caboclos falando mais alto devido a ansiedade de estar chegando na cidade. Na saída, o falatório era ainda mais alto para não se perder o barco. Seu dono, o Sr. Miró, era pontual e perder a viagem era passar necessidade na cidade e esperar dois ou três dias para uma nova partida.

As vezes o Foguete chegava carregado de melancias. Aquelas enormes da várzea, colhidas quando o rio está mais baixo. O barco parava a uns 50 metros da beira da praia. O responsável do barco chamava a molecada que estava jogando bola para descarregar as melancias. Entre o Foguete e a praia se perfilavam uns 20 moleques. Com agua pela cintura, as melancias iam passando de braço em braço até atingir a terra, onde era amontoada e depois levadas por carroças-de-boi. A molecada trabalhava duro para descarregar o barco, com a promessa de ganhar uma melancia ao final da jornada. Barco descarregado, vinha o capataz e dava uma bela melancia para todos. Não sabia ele que no caminho entre o barco e a praia haviam ficado mais umas cinco engatadas entre as pernas dos moleques. Só assim dava pra todo mundo comer melancia*.

Seu Miró era um sujeito trabalhador, organizado e sustentava a família com o trabalho do Foguete. Não era chegado a crucifixo a bordo. Mas jura que durante uma viagem para o Tapará, o Foguete subiu no dorso da cobra grande. O piloteiro tava dando um cochilo e quando viu que o barco tinha descido das costas do animal, solicitou mais 3 dentes de potência e rumou  para a beira**.

Havia um professor de matemática, chamado Edmir, que tinha uma fazendinha no lago Mucajepáua. O Foguete passava perto da boca do lago e continuava viagem pelo Tapará. Edmir tinha uma pequena canoa que lhe deu o nome de Helicóptero. O anúncio na Rádio rural para seu capataz ficava assim: “atenção, atenção Zé Dorico, no logo Mucajepáua! O Edmir avisa que está indo no sábado. Favor apanhar  o mesmo de Helicóptero, pois ele está indo de Foguete!” Com certeza foi o único professor Brasileiro a ter um foguete e um helicóptero a sua disposição.

Por mais de 50 anos o Foguete transportou pessoas, animais e provimentos para o nosso caboclo da várzea. Trouxe enfermos e levou esperança. Enfrentou tempo grosso, temporais e travessias. Nunca naufragou. Vieram as rabetas, as lanchas rápidas, o telefone celular e a internet. O tempo passou  como um foguete.  O Barco agora descansa na mesma poita, aproado no vento com  aquela pose de dever cumprido. Poucos tiveram a competência do Foguete e do seu comandante Miró. Ainda hoje, quando olhamos o barco, impossível não lembrarmos de amigos que já se foram, alguns que carregavam melancia. Da praia branca que não existe mais, do silencio da tarde, e dos velhos da rua do imperador, que assim como Foguete levaram uma vida honrosa, porém desconhecida da sociedade.

Nem tudo que fica e importa na vida corre que nem foguete. Agora muitas vidas, amores e bilhetes viajaram no B/M Foguete.

 

 

* -Memória e relato pessoal de Pedro Fernando Liberal

**-Jairo Linhares. “Memórias Agrestes do Lago Grande ”.  Linhares encadernações, 2011. 181 p.

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Tucuxi é Boto?

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Erik L. Jennings Simões.

 

A rigor, não. O Tucuxi não é boto. Boto e o Tucuxi têm tanta diferença entre si que não podemos nem falar que são de espécies diferentes. Na verdade, eles são de famílias diferentes, o que os torna ainda mais distintos. Apesar de habitarem quase que os mesmos locais nos rios da Amazônia, o Boto pertence a família dos Platanistídeos, Já o Tucuxí pertence a família dos Delfinídeos. Não se trata aqui de “dar nome aos bois”, mas sim de constatar que boi é diferente de cavalo. O Boto é bem maior que o Tucuxi, pois tem o corpo arredondado e arqueado por isso recebe o nome de boto (do latim botul em forma de salsicha e arqueado), além de  não ter a barbatana dorsal. O Tucuxi é menor, tem forma de torpedo e apresenta uma boa barbatana dorsal. O Boto(Inia Geoffrensis) pode crescer até 3 metros e pode pesar até 160 quilos, enquanto que o Tucuxi (Sotalia Fluviatilis) dificilmente  passa de 1,5 metro e 40 quilos de peso. As fêmeas dos Botos são menores que os machos. Por outro lado, a fêmea do Tucuxi é maior que seu parceiro do sexo masculino.

Os dois animais emitem sons em frequências diferentes, sendo o Tucuxi muito mais “falante” que os botos propriamente ditos. A rigor da ciência, não faz sentindo algum termos uma competição entre os “botos” Cor-de-rosa e Tucuxi no Sairé de Alter-do-chão. A família dos Tucuxis pode viver no mar, como é o caso dos golfinhos. Os membros da família dos botos (platanistídeos) não vive no mar ( com exceção de uma única espécie que vive na costa brasileira, Uruguaia e Argentina).

O boto chegou na Amazônia há cerca de 15 milhões de anos, possivelmente vindo ainda do pacífico, sendo que o Tucuxi chegou bem mais tarde. Por isso, o boto é bem mais adaptado ao  ambiente amazônico. Nada por baixo do capim e se locomove muito bem por entre galhos e arbustos, pois não possui as vertebras cervicais fundidas que o permite mover o pescoço para cima, para baixo e para os lados. O Tucuxi não se aventura por entre troncos e embaixo de capim, pois tem as vertebras cervicais fundidas e muito pouca mobilidade de seu pescoço. Geralmente quem ataca as malhadeiras dos pescadores é o Boto e não o Tucuxi.

O boto cor-de-rosa (ou boto vermelho para os caboclos) nada mais é que a forma mais madura, envelhecida do boto cinza. Embora muitos fatores possam influenciar na coloração dos botos, a maturidade parece ser a principal. Da mesma forma que o homem vai ficando de cabelo branco com o decorrer da idade, a maioria dos botos vão mudando a cor do cinza para o vermelho ou cor-de-rosa, como preferiu Jacques-Yves Cousteau. Ambos são da mesma espécie (Inia Geoffrensis).  Alguns, erronêamente, chamam de Tucuxi para o Boto (Inia Geoffrensis) jovem  só pelo fato deste ser cinza, semelhante a cor do pequeno Tucuxi( Sotalia Fluviatilis), o qual não varia muito de coloração com o decorrer da idade.

A maior semelhança entre Boto e Tucuxi está  na triste realidade dos dois estarem sendo ameaçados por pescadores inescrupulosos que usam esses animais como isca para a pesca da Piracatinga(Calophysus macropterus). Quando não são vítimas de arpões, anzóis e malhadeiras, o Boto e o Tucuxi podem morrer de pneumonia, infecção de pele ou alterações renais pela poluição cada vez mais presente nos rios da Amazônia.

Mas, como não vivemos  sob a égide só da ciência, o conhecimento popular, o folclore e mesmo a medicina tradicional assumem um papel preponderante na vida do amazônida. Por isso, chamamos de boto para o Tucuxi e para o cor-de-rosa. Colocamos tudo num saco só e curtimos o Sairé de Alter-do-chão, sem nos darmos conta da competição tão injusta, segundo os conhecimentos científicos, entre “ os botos”.

Por outro lado, nosso caboclo sabe e tem “ evidências “ de sobra para afirmar que Piraíba é diferente do Filhote. Já pelos conceitos  científicos os dois peixes pertencem a uma  espécie única (Brachyplatystoma). Algum dia, a ciência talvez demonstre que são peixes de espécies diferentes, assim como nossos antepassados afirmam há muito tempo.

Ciência e sabedoria popular devem caminhar em cooperação, mas devemos tentar evitar ao máximo a confusão. Neste sentido, a  nossa região Amazônica é riquíssima em conhecimento – e também em desconhecimento – sobre si mesma. Conhecer a linguagem da ciência, do popular e do folclórico é um campo fascinante por estas bandas. Podemos até acreditar que uma moça está gravida do  boto, mas não custa muito saber qual o DNA que iremos solicitar: de Boto ou de Tucuxí?

 

Referências:

 

1-    Christopher J. Bonar e Col.  Retrospective Study of Pathologic Findings in the Amazon and Orinoco River Dolphin(Inia Geiffrensis) in Captivity. Journal of Zoo and Wildlife Medicine 38(2): 177–191, 2007

2-    João Meirelles Filho. O Livro de Ouro da Amazônia, 5a Ed-, Ediouro, 2006., pag 76.

3-    Laura J. May-Collado, Douglas Wartzok. The freshwater dolphin Inia geoffrensis geoffrensis produces high frequency whistles. J. Acoust. Soc. Am. 121 (2), February 2007.

4-    Luiz Cláudio Pinto de Sá Alves, Camilah Antunes Zappes, Artur Andriolo. Conflicts between river dolphins (Cetacea: Odontoceti) and fisheries in the Central Amazon: A path toward tragedy? Zoologia 29 (5): 420–429, October, 2012.

5-    Márcio Couto Henrique. Folclore e Medicina Popular na Amazônia. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v.16, n.4, out.-dez. 2009, p.981-998.

6-    Omar Vidal. A fresh look at river dolphins. Americas, 46.2 (March-April 1994): p44.

7-    Vanessa J. Mintzer, Anthony R. Martin, Vera M.F. da Silva, Andrew B. Barbour, Kai Lorenzen, Thomas K. Frazer. Effect of illegal harvest on apparent survival of Amazon River dolphins (Inia geoffrensis). Biological Conservation 158 (2013) 280–286.

8-    Verónica Iriarte and Miriam Marmontel. River Dolphin (Inia geoffrensis, Sotalia fluviatilis) Mortality Events Attributed to Artisanal Fisheries in the Western Brazilian Amazon. Aquatic Mammals 2013, 39(2), 116-124.

9-    Wang Ding, Bernd Wur Sig. Whistles of boto, Inia geoffrensis, and tucuxi, Sotalia E. fluviatilis.  J. Acoust. Soc. Am. 109 (1), January 2001

 

Arte da Gravura: J. Silva.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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HOSPITAL REGIONAL DO BAIXO AMAZONAS É NÍVEL 2.

O Hospital Regional do Baixo Amazonas é Nível 2 de acreditação pela ONA(organização Nacional de Acreditação). Isso significa mais segurança e qualidade de nossos serviços para nossos pacientes. O Brasil tem quase 7 mil hospitais, somente 63 são nível 2(em torno de4%). Destes, raros são 100% SUS, como é o HRBA. No Pará, temos 3 hospitais nível 2. Somos o quarto hospital do Estado a ter certificação, sendo que 2 são privados em Belém . Vários estados Brasileiros, como é o caso de Goiás, não tem nenhum.
O mais importante desta conquista histórica é que mais de 95% de nossa equipe é da própria terra, Santarém! Quase 100% dos Médicos são ou já adotam esta terra como sua. Parabéns aos médicos, enfermeiros, técnicos e todos os funcionários, que trabalham em um Hospital que está alinhado com as melhores praticas mundiais. Mais que equipamentos, o fator humano, sem dúvida, fez a diferença.

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Pirapitingas: um dos mais saborosos peixes da Amazônia .

Semelhante ao Tambaqui, a Pirapitingas tem um conteúdo de gordura, rica em omega 3, ainda maior que o Tambaqui. Peixe que se alimenta de frutas, sendo muito saudável e saboroso. Estes foram fisgados por Denis Maia.

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Alter-do-chão, Santarém, Pará.

foto (6)Alter-do-chão não é só local de ver praias lindas e floresta inundada. Por este local também passam enormes navios transportando centenas de turistas. O contraste da pequena vila, com os navios e seus ocupantes é muito interessante de se ver. Velejar ao lado desses enormes barcos é outro contraste interessante.

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QUER SER MÉDICO? PASSE-ME 2 ANOS DE TRABALHO OBRIGATÓRIO!

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Um assalto! É isso que o governo Brasileiro vai adotar contra a medicina e médicos Brasileiros a partir de 2015. As consequências serão desastrosas, sendo algumas delas as seguintes:

  1. Migração de talentos para outras profissões. Afinal, mentes talentosas são altamente livres;
  2. Descontinuidade do ensino médico. Muitos irão “parar no tempo”, pois a Residência médica deve  ser feita logo que acaba o ensino médico e com dedicação exclusiva. Não dá para o médico prestar serviço obrigatório e também fazer uma boa residência ao mesmo tempo;
  3. O atendimento ficará pior ainda. Ninguém atende sorrindo quando obrigado. Paixão e entusiasmo pela medicina deve ser espontâneo;
  4. Aumento do número de iatrogenias( lesões decorrentes de erro médico).  A maioria das escolas médicas Brasileiras não forma um bom médico nos seis anos. Recém formado é para trabalhar ainda sob orientação e não sozinho no interior;
  5. A medida penaliza as futuras gerações de médicos que não têm culpa alguma com a dívida histórica e moral da falta de formação de médicos e da má distribuição destes profissionais no território nacional;
  6. A obrigatoriedade não dialoga com o mercado (altamente aquecido), havendo maior possibilidades dos futuros médicos cobrarem dentro do SUS;
  7. A baixa resolutividade do trabalho obrigatório provocará o surgimento, em massa, dos especialistas “AoAo”. Ou seja, ao cardiologista, ao neurologista, ao nefrologista… Provocando maior demanda para os grandes centro;
  8. Hipertrofia do espírito mercantilistas dos médicos. Ou seja, depois de 8 anos, mais 4 ou 5 de residência alguns vão querer mais é ganhar dinheiro e recuperar o atrasado;
  9. Retrocesso do SUS, que deveria ser um sistema moderno, mas vai adotar medidas ultrapassadas de obrigatoriedade de serviços;
  10. Questionamentos morais, éticos e talvez jurídicos contínuos contra a medida. O médico não deve cobrar dentro de um sistema gratuito, mas o governo pode cobrar dentro de outro sistema (educacional) que deveria ser gratuito;
  11. Discriminação contra a profissão de médico, pois saúde também se faz com engenheiros(saneamento), sociólogos e principalmente educação (professores).

Quer ser médico? A medicina é linda e apaixonante, mas ser médico no Brasil pode ser altamente frustrante.

 

Erik L. Jennings Simões

Médico-Neurocirurgião

erik@paju.net.br

 

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Lugares Amazônicos

PONTA DO CURURU
Rio Tapajós.
Santarém, Pará.

Santuário de botos, gaivotas, talha-mares e gente que marca a areia somente com seus pés para contemplar o por-do-sol.

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Rio Tapajós começa a vazar

O rio Tapajós já começou a vazar. Esta semana já desceu mais de 20 cm. É o início da estação com menos chuva se aproximando .

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